Europa enfrenta aumento de infeções sanguíneas resistentes a antibióticos até 2030, alerta estudo

As infeções da corrente sanguínea causadas por bactérias resistentes a medicamentos devem aumentar significativamente em toda a Europa nos próximos anos, com impacto mais severo entre idosos e homens, segundo um estudo publicado na revista PLOS Medicine.

A investigação prevê que, até 2030, as taxas de resistência antimicrobiana cresçam entre 22% e 61%, dependendo da bactéria e do grupo populacional analisado. Entre os casos mais preocupantes estão as infeções por Klebsiella pneumoniae em homens, cuja incidência poderá subir mais de 60%.

A equipa da London School of Hygiene & Tropical Medicine analisou 12,8 milhões de testes sanguíneos realizados em 29 países europeus entre 2010 e 2019 e concluiu que o envelhecimento populacional será um dos principais fatores a impulsionar o aumento das chamadas superbactérias.

“As infeções resistentes aos antibióticos não afetarão todos da mesma forma. Idade e sexo são fatores determinantes”, afirmou Gwenan Knight, coautora do estudo.

Apesar das metas globais de reduzir em 10% a resistência antimicrobiana até 2030, os investigadores alertam que esse objetivo só será alcançável em dois terços dos casos. Evitar que os números cresçam já seria, segundo os autores, “uma vitória significativa para a saúde pública”.

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