Europa enfrenta declínio populacional; alargamento da UE pode aliviar crise demográfica

A União Europeia enfrenta um declínio populacional acentuado nas próximas décadas, com previsões de perda de um terço da sua população até ao final do século, caso a migração cesse totalmente, segundo o Eurostat. A população do bloco deverá atingir o pico de 453 milhões em 2026 antes de iniciar uma queda gradual, que poderá reduzir a força laboral em cerca de um milhão de trabalhadores por ano até 2050.

Itália e Espanha são apontadas como os países mais vulneráveis, enfrentando um colapso demográfico iminente. Se as atuais taxas de participação no mercado de trabalho se mantiverem, a população ativa da UE poderá diminuir mais de 20% até 2070, o que representa menos 42,8 milhões de trabalhadores.

Especialistas do Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia alertam que a migração e o alargamento da UE serão fundamentais para mitigar os efeitos da crise demográfica. A integração bem-sucedida de migrantes no mercado de trabalho poderá compensar parte da perda de mão de obra e apoiar o crescimento económico.

A Comissão Europeia recorda que o alargamento de 2004, que integrou dez novos Estados-membros, resultou em forte crescimento económico e ganhos sociais tanto para os novos aderentes como para o conjunto da União — um exemplo que reforça o argumento de que novos alargamentos poderão dar “nova vida” ao bloco europeu envelhecido.

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