Europa recorre a fósseis enquanto China e Índia aceleram renováveis

A guerra no Irão está a expor a fragilidade do sistema energético global, levando a Europa a reforçar o uso de combustíveis fósseis, enquanto potências asiáticas como China e Índia apostam cada vez mais nas energias renováveis.

O bloqueio no estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial, fez disparar os preços da energia, afetando sobretudo países dependentes de importações.

A China lidera a transição energética global, com forte investimento em energia solar, eólica e veículos elétricos, o que reduz a sua vulnerabilidade a choques externos — apesar de ainda depender do carvão. Já a Índia também expandiu as renováveis, mas a um ritmo mais lento, mantendo forte dependência de carvão e petróleo.

Na Europa, após a crise energética de 2022, muitos países optaram por diversificar fornecedores de combustíveis fósseis em vez de acelerar a transição energética, o que os torna mais expostos à atual crise.

Especialistas defendem que países com maior capacidade de produção renovável estão mais protegidos, pois dependem menos de importações. Já economias mais pobres, sobretudo em África e Ásia, enfrentam maior risco, com subida de preços, pressão inflacionista e dificuldades no abastecimento.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Subescreve a Newsletter

Artigos Relacionados

BCE defende regras mais apertadas para stablecoins e serviços de criptoativos

O Banco Central Europeu e os bancos centrais...

0

Timor-Leste consolida cooperação policial com a China

Timor-Leste quer reforçar a cooperação policial e o...

0

Banco Mundial disponibiliza USD 841 milhões à Ucrânia para pensões

A Ucrânia recebeu 841 milhões de dólares do...

0