Eurosky: Europa prepara alternativa local às redes sociais americanas

Um grupo de empreendedores europeus lançou o projeto Eurosky, uma iniciativa que pretende criar redes sociais com base na Europa, fora do controlo das grandes empresas tecnológicas norte-americanas. A proposta surge em resposta à crescente procura, confirmada por sondagens, por plataformas digitais locais que respeitem as leis e valores europeus e garantam maior soberania digital.

O Eurosky planeia desenvolver um sistema de moderação de conteúdos descentralizado e sem fins lucrativos, inspirado em modelos como o da rede Bluesky.

Esse sistema poderá ser utilizado por diferentes redes sociais, o que reduz os custos e a complexidade técnica para novos projetos, assegura maior transparência e aplicação uniforme das regras, e facilita o alinhamento com normas como a Lei dos Serviços Digitais da União Europeia.

A ideia é também reforçar a confiança dos utilizadores, promovendo uma gestão mais neutra e independente das plataformas.

O projeto já terá recebido apoio inicial de quatro governos europeus e conta com a participação de figuras como Sherif Elsayed-Ali, defensor da soberania digital, Sebastian Vogelsang, criador do Flashes, e Robin Berjon, ex-estratega de dados do The New York Times.

O interesse por alternativas digitais europeias tem crescido, não só nas redes sociais mas também em serviços de e-mail e motores de busca, motivado por preocupações com a privacidade, a independência tecnológica e o impacto das políticas externas, nomeadamente dos EUA.

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