A Finlândia, considerada o país mais feliz do mundo durante nove anos consecutivos, atravessa um período de dificuldades económicas, marcado pelo aumento da dívida pública, pelo desemprego elevado e pela necessidade de reduzir o défice orçamental.
A dívida do país atingiu 90,3% do Produto Interno Bruto no segundo trimestre de 2026, enquanto o défice deverá chegar a 4,2% este ano. O agravamento das contas públicas está associado ao fraco crescimento económico, ao envelhecimento da população e ao aumento das despesas militares após a invasão russa da Ucrânia.
Perante a pressão da União Europeia, o Governo liderado por Petteri Orpo prepara novas medidas de austeridade. Os cortes poderão afetar serviços públicos e apoios sociais, numa altura em que a taxa de desemprego atingiu 10,3% em agosto.
Apesar das dificuldades, a Finlândia mantém a confiança dos investidores e apresenta sinais positivos em alguns setores exportadores. Contudo, economistas alertam que novas reduções da despesa poderão enfraquecer o consumo e dificultar a recuperação económica.