França e Itália: ações judiciais contra redes sociais aumentam após casos de suicídio e automutilação juvenil

Multiplicam-se na Europa os processos judiciais contra plataformas de redes sociais por alegados danos causados a menores. Em França e Itália, famílias e associações acusam empresas como TikTok, Instagram e Facebook de exporem crianças e adolescentes a conteúdos prejudiciais e de utilizarem mecanismos considerados viciantes.

Em Itália, uma ação coletiva exige controlos mais rigorosos da idade dos utilizadores, maior transparência sobre os algoritmos e a eliminação de funcionalidades consideradas manipuladoras. O processo pretende proteger milhões de menores que utilizam redes sociais abaixo da idade legal.

Em França, várias famílias acusam o TikTok de promover conteúdos relacionados com automutilação, distúrbios alimentares e suicídio. O Ministério Público abriu uma investigação para apurar se a plataforma colocou menores vulneráveis em risco através dos seus algoritmos.

Também no Reino Unido surgiram ações judiciais. A família de um adolescente escocês que se suicidou após um caso de extorsão online associou-se a um processo contra a Meta, alegando falhas na proteção de jovens utilizadores.

Estes casos surgem num momento em que vários países europeus discutem novas restrições ao acesso de menores às redes sociais e reforçam o debate sobre a responsabilidade das plataformas na proteção da saúde mental dos jovens.

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