O primeiro-ministro da Geórgia, Irakli Kobakhidze, reafirmou esta quarta-feira, em artigo publicado na Euronews, que o objetivo do país aderir à União Europeia até 2030 é “realista e alcançável”, apesar das tensões recentes com Bruxelas e da suspensão das negociações.
Kobakhidze destacou as reformas já implementadas pelo seu governo e defendeu que a abordagem europeia deve ser “mais justa e baseada no mérito”, lembrando que a Geórgia cumpre as obrigações do Acordo de Associação e da Zona de Comércio Livre com a UE.
As relações entre Tbilisi e Bruxelas deterioraram-se após a aprovação de uma lei sobre “influência estrangeira”, considerada pela UE de inspiração russa. Em junho, o bloco suspendeu o apoio financeiro e congelou a candidatura georgiana. Ainda assim, o líder insiste que “o caminho da Geórgia é europeu, pacífico e baseado em princípios”.
Num momento marcado pelas eleições autárquicas de 4 de outubro — boicotadas por parte da oposição —, Kobakhidze acusou os adversários políticos de tentarem usar o processo democrático para “desestabilizar o país”. Em contraste, apontou os resultados do seu executivo: crescimento económico acelerado, investimento social e manutenção da paz numa região instável.