Apenas um em cada cinco novos medicamentos aprovados na Europa está disponível para os doentes gregos, segundo dados recentes do setor farmacêutico europeu. O país continua entre os mais atrasados da União Europeia no acesso a tratamentos inovadores para doenças graves, incluindo cancro e patologias raras.
Os doentes na Grécia esperam, em média, quase dois anos até que novos medicamentos sejam comparticipados pelo sistema público de saúde. O atraso é muito superior ao registado em países como Alemanha, Áustria ou Itália.
Empresas farmacêuticas atribuem esta situação aos elevados custos e às regras impostas após a crise financeira, que tornaram o mercado grego menos atrativo para o lançamento de novas terapias.
Especialistas alertam que milhares de pacientes acabam sem acesso aos tratamentos mais modernos e eficazes, enquanto cresce o receio de que futuras alterações no sistema de preços possam agravar ainda mais os atrasos.