A guerra digital entre potências ocidentais e orientais intensificou-se, envolvendo atores como China, Rússia, Irão e Coreia do Norte. No meio deste cenário, a Grécia assume um papel estratégico na fronteira sudeste da Europa.
Michalis Bletsas, diretor da Autoridade Nacional da Cibersegurança, sublinha que o país “já desempenha um papel essencial” no limite oriental da UE, embora considere que esse contributo nem sempre é reconhecido pelos parceiros europeus.
Segundo o responsável, a Grécia enfrenta sobretudo cibercriminalidade, ciberativismo e espionagem digital — ataques frequentes, mas sem destruição permanente. Situação diferente da registada no Báltico, onde sabotagens e danos em infraestruturas são cada vez mais visíveis.
Bletsas rejeita a ideia de neutralidade no conflito digital global e afirmou que Atenas enfrenta “um vizinho agressivo a leste”, num claro apontar à Turquia, e que segurança digital e física já são inseparáveis.
Para o responsável, a guerra cibernética “não é futura — é presente”, e a Grécia terá de definir como participa nela: com que recursos, alianças e nível de preparação.