Gronelândia divulga relatórios sobre contraceção forçada

A Gronelândia vai publicar esta sexta-feira dois relatórios sobre o caso de milhares de mulheres e raparigas submetidas a contraceção, incluindo a colocação de DIU, durante uma campanha promovida pela Dinamarca a partir da década de 1960. As investigações analisam possíveis violações de direitos humanos e se as práticas podem ser enquadradas como genocídio.

A publicação ocorre depois de o Parlamento dinamarquês avançar com uma lei que prevê indemnizações de 300 mil coroas dinamarquesas (cerca de 40 mil euros) para as mulheres afetadas. Alguns especialistas consideram, contudo, pouco provável que o caso cumpra os requisitos legais para ser classificado como genocídio, embora possam ser identificadas outras violações de direitos humanos.

Os dois relatórios resultam da divisão de um grupo inicial de quatro peritos, devido a divergências sobre a metodologia. A divulgação tem sido defendida antes da aprovação das indemnizações, para garantir que as decisões políticas sejam tomadas com conhecimento das conclusões da investigação.

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