Hungria continua entre os países com menor crescimento na região

A Hungria mantém-se no fundo do ranking de crescimento económico regional, segundo o mais recente relatório do Instituto Kopint-Tárki. Em 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu apenas 0,3%, confirmando uma situação de quase estagnação que se prolonga há cerca de três anos.

O Governo húngaro aponta a desaceleração da economia alemã como principal causa, dado o forte vínculo à indústria automóvel da Alemanha. No entanto, o instituto considera esta explicação insuficiente, sublinhando que países igualmente dependentes, como a Chéquia, registaram desempenhos muito superiores, tal como a Polónia e a Bulgária.

Segundo a diretora-geral do Kopint-Tárki, Éva Palócz, os principais entraves estão na perda de financiamento da União Europeia e numa política económica que privilegia a atração de empresas estrangeiras de baixo valor acrescentado, em detrimento do apoio à inovação, à educação e às empresas já instaladas no país.

Para 2026, o instituto prevê um crescimento de 2%, mas alerta que este cenário depende de uma recuperação do investimento e da produção industrial, fatores ainda incertos. O relatório recorda que previsões semelhantes nos últimos anos acabaram por resultar novamente em estagnação, deixando em aberto a possibilidade de repetição deste padrão.

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