O programa de crédito à habitação lançado pelo governo húngaro, com juros reduzidos a 3%, está a provocar um aumento significativo da procura, uma semana após o anúncio. Destinado à compra da primeira casa, o regime aplica-se a apartamentos até 100 milhões de florins e moradias até 150 milhões, com preço por metro quadrado inferior a 1,5 milhões.
Segundo László Balogh, economista-chefe da ingatlan.com, as chamadas aos bancos subiram 90% na primeira semana de setembro em relação a agosto, não só nas grandes cidades como em localidades menores, com crescimento de interesse entre 40% e 50%. Muitos compradores procuram antecipar-se à valorização dos preços, mesmo fora do programa Home Start.
A Hungria é um dos mercados imobiliários de maior crescimento na UE, com preços a multiplicarem-se 3,5 vezes nos últimos 10 anos.
Vários analistas esperam que o programa leve a um aumento de preços de 10% a 20% a longo prazo. Os bancos também beneficiam, com elevada procura de empréstimos, embora alguns clientes ajustem pedidos ou renegociem condições.
O programa é abrangente: não há limite de idade, não é necessário ser proprietário anterior, e até estrangeiros com seis meses de emprego na Hungria podem candidatar-se. O primeiro-ministro Viktor Orbán incluiu a medida nas estratégias para as eleições de 2026. Nos primeiros 12 meses, o subsídio estatal de juros será financiado pelo imposto sobre a compra de habitação; depois, será um encargo orçamental durante 24 anos.