O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, anunciou que pretende pedir ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, uma isenção das novas sanções americanas ao petróleo russo, durante o encontro que ambos terão na próxima semana. O líder húngaro alertou que abandonar o fornecimento energético de Moscovo poderia provocar um colapso económico no país.
As sanções, anunciadas recentemente pela administração norte-americana, atingem as gigantes petrolíferas Rosneft e Lukoil, expondo compradores estrangeiros – incluindo países da Europa Central – a potenciais sanções secundárias. Apesar de grande parte da União Europeia ter reduzido as importações de combustíveis russos desde 2022, a Hungria continua a depender fortemente desse fornecimento, que representa cerca de 86% do seu petróleo bruto.
Orbán defende que a Hungria, sem saída para o mar, não dispõe de alternativas viáveis e que substituir o petróleo russo seria “economicamente devastador”. Desde a invasão da Ucrânia, as importações húngaras e eslovacas de petróleo russo terão gerado 5,4 mil milhões de euros em receitas fiscais para o Kremlin, segundo um estudo europeu.
O chefe do governo húngaro viajará a Washington acompanhado de uma delegação de ministros e conselheiros, com o objetivo de reforçar a cooperação económica com os EUA. No entanto, deixou claro que qualquer novo acordo dependerá da garantia de acesso contínuo à energia russa.