Poucas semanas após vencer as eleições legislativas na Hungria, o novo primeiro-ministro Péter Magyar continua a ser alvo de uma forte campanha de desinformação nas redes sociais.
Várias publicações online têm distorcido posições do líder húngaro, sobretudo em temas como imigração. Um dos exemplos mais partilhados afirma, incorretamente, que o governo iria retirar autorizações de trabalho a cidadãos estrangeiros já residentes no país. Na realidade, as declarações de Magyar referiam-se a restrições futuras à entrada de novos trabalhadores de fora da União Europeia, e não à expulsão de quem já se encontra no território.
Outro caso envolve um vídeo antigo, usado fora de contexto, em que Magyar menciona o nome de Viktor Orbán. Publicações sugerem falsamente que teria apoiado o antigo primeiro-ministro para liderar instituições europeias como a Comissão Europeia, atualmente presidida por Ursula von der Leyen. No entanto, a declaração original foi feita em 2024 e tinha caráter hipotético, sem qualquer apoio explícito.
Especialistas indicam que, antes das eleições, Magyar já tinha sido alvo de campanhas organizadas de desinformação, incluindo operações atribuídas a redes estrangeiras.
O caso ilustra como a desinformação política continua ativa mesmo após processos eleitorais, influenciando a perceção pública e o debate democrático.