Japão torna-se o 23.º país associado ao programa europeu Horizon Europe

O Japão passou oficialmente a integrar o programa Horizon Europ, reforçando a cooperação científica entre a União Europeia e uma das economias mais avançadas do mundo. Com uma população de cerca de 123 milhões de habitantes, o Japão torna-se o país mais populoso associado ao programa, permitindo que investigadores e instituições japonesas participem em igualdade de condições com os Estados-Membros da União Europeia e os restantes países associados.

O acordo permite às universidades, centros de investigação e organizações japonesas integrar e liderar consórcios internacionais, candidatar-se a financiamento europeu e colaborar em projetos destinados a enfrentar desafios globais. As negociações entre a Comissão Europeia e o Governo japonês foram concluídas em dezembro de 2025 e, desde janeiro deste ano, vigorava um regime transitório que já permitia às entidades japonesas candidatarem-se aos concursos do segundo pilar do programa.

A associação do Japão abrange o Pilar II do Horizonte Europa, dedicado à investigação colaborativa em áreas como clima, energia, saúde e economia digital, com um orçamento de 52,4 mil milhões de euros. O país contribuirá financeiramente para o programa e continuará também a participar noutras vertentes abertas a países terceiros, incluindo o pilar Ciência de Excelência, o programa Europa Inovadora e as Ações Marie Skłodowska-Curie, que promovem a formação de doutorandos, investigadores de pós-doutoramento e a colaboração científica internacional.

Com um orçamento global de 93,5 mil milhões de euros para o período de 2021 a 2027, o Horizonte Europa é o principal instrumento da União Europeia para financiar investigação e inovação. A entrada do Japão, o 23.º país associado ao programa, reforça a parceria estratégica entre Bruxelas e Tóquio, iniciada em 2011, e deverá impulsionar a cooperação em áreas como a transição digital, a saúde, os materiais avançados e as tecnologias para a neutralidade climática, contribuindo simultaneamente para a competitividade científica e tecnológica de ambas as partes.

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