O primeiro-ministro da Lituânia, Gintautas Paluckas, apresentou a demissão esta quinta-feira, na sequência de pressões políticas e de uma investigação de corrupção relacionada com antigas ligações empresariais.
A decisão foi confirmada pelo presidente Gitanas Nausėda, que revelou ter recebido um telefonema de Paluckas a formalizar a saída. “Estou satisfeito com a sua decisão”, declarou o chefe de Estado, defendendo que a demissão pode ajudar a restaurar a estabilidade política no país.
A crise política intensificou-se quando Saulius Skvernelis, líder da União Democrática “Pela Lituânia” e presidente do parlamento, ameaçou retirar o seu partido da coligação governamental caso Paluckas permanecesse no cargo.
Perante a crescente pressão, Paluckas anunciou não só a saída do governo, mas também a renúncia à presidência do Partido Social-Democrata, abrindo caminho a negociações para a formação de um novo executivo.
A situação gera agora incerteza no cenário político lituano e poderá levar a uma reorganização da coligação no poder ou mesmo à convocação de eleições antecipadas, caso não seja alcançado um entendimento no parlamento.