O presidente francês Emmanuel Macron apresentou votos às Forças Armadas na Base Aérea de Istres, traçando prioridades num contexto de múltiplas crises geopolíticas: guerra na Ucrânia, tensões com o Irão e ambições de Donald Trump sobre a Gronelândia.
Macron reiterou a determinação em dotar os militares com mais meios e munições, aumentar a preparação operacional e garantir a soberania nacional. O orçamento militar sobe 36 mil milhões de euros para 2026-2030, com 3,5 mil milhões já em 2026.
O presidente reconheceu atrasos, especialmente na área dos drones, e anunciou o reforço da presença francesa na Gronelândia, incluindo meios terrestres, aéreos e navais, enquanto aliados europeus também deslocam tropas no Ártico.
Além disso, foi lançado um serviço nacional voluntário para jovens, remunerado e com duração de dez meses, visando reforçar os efetivos das Forças Armadas. A meta é recrutar 3.000 jovens em 2026, 4.000 em 2027 e 10.000 até 2030, chegando a 42.500 voluntários em 2035.