A comissária europeia Maria Luís Albuquerque defendeu que as pensões públicas, por si só, não serão suficientes para assegurar reformas financeiramente sustentáveis, sublinhando a importância de apostar em pensões complementares.
Segundo a responsável, estas pensões não devem ser vistas apenas como produtos financeiros, mas como instrumentos de planeamento de vida. Atualmente, apenas 18% dos europeus têm um produto de pensão pessoal.
Maria Luís Albuquerque frisou que as pensões complementares, sejam ocupacionais ou pessoais, ajudam a diversificar rendimentos, reduzir riscos e aumentar a autonomia financeira, garantindo que os sistemas públicos continuarão a ser a base da proteção social na Europa.
Recordou ainda que a Comissão Europeia apresentou um novo pacote para reforçar as pensões complementares, assente no estímulo à procura, no reforço da oferta e na criação de incentivos adequados à poupança de longo prazo.