O Mar Mediterrâneo está a registar o início de ano mais mortal para migrantes desde que há registos, em 2014, segundo a Organização Internacional para as Migrações. Pelo menos 606 pessoas foram dadas como mortas ou desaparecidas desde Janeiro, incluindo um naufrágio recente ao largo da Grécia, que deixou cerca de 30 vítimas entre mortos e desaparecidos.
A embarcação, que transportava migrantes e refugiados, partiu de Tobruk, na Líbia, a 19 de Fevereiro, e acabou por afundar cerca de 20 milhas náuticas a sul da ilha de Creta, sob condições meteorológicas adversas. As autoridades conseguiram resgatar 20 sobreviventes, incluindo quatro menores, e recuperaram os corpos de quatro vítimas até ao momento.
A Organização Internacional para as Migrações lamentou a tragédia e apelou ao reforço das operações de busca e salvamento, sublinhando a necessidade de maior cooperação entre os países da região para evitar novas perdas de vidas e garantir desembarques em segurança. A agência alertou ainda que muitos migrantes continuam a arriscar travessias perigosas devido à falta de alternativas seguras.
Segundo a organização, redes de tráfico e contrabando continuam a explorar migrantes ao longo da rota do Mediterrâneo Central, utilizando embarcações precárias e expondo as pessoas a riscos extremos. A OIM defende uma resposta internacional coordenada, com foco na protecção humanitária e na criação de vias seguras e regulares de migração, como forma de reduzir o número de mortes.