Na próxima quinta-feira, o Parlamento Europeu vota uma moção de censura contra a Comissão Europeia liderada por Ursula von der Leyen. A maioria dos grupos políticos rejeita a moção, embora críticas à presidente sejam comuns.
O Partido Popular Europeu (PPE), grupo de von der Leyen, apoia-a incondicionalmente, considerando a moção uma manobra da extrema-direita pró-Putin para enfraquecer a União Europeia.
Os Socialistas e Democratas (S&D), Renew Europe e Verdes/ALE também vão votar contra a moção, mas criticam o estilo centralizador e decisões polémicas da presidente, como o recuo no Pacto Ecológico. Alguns membros destes grupos podem abster-se, refletindo divisões internas.
A Esquerda e alguns partidos à esquerda, como o Movimento Cinco Estrelas, apoiam a moção, assim como grupos da extrema-direita e ultranacionalistas que a consideram ilegítima.
Nos Conservadores e Reformistas Europeus (CRE), o voto será livre, revelando divisões internas: alguns apoiam a moção, outros defendem a Comissão.
Apesar da tensão, a moção tem poucas hipóteses de ser aprovada, dado que exige uma maioria qualificada de dois terços. Contudo, a votação poderá revelar o grau de insatisfação e fragilizar politicamente von der Leyen.