Noruega proíbe IA nas escolas antes de Nova Iorque

A Noruega proibiu, desde o final de agosto, o uso de inteligência artificial generativa nas escolas do 1.º ao 7.º ano. Até aos 16 anos, a utilização só é permitida sob supervisão.

O primeiro-ministro Jonas Gahr Støre justificou a medida com o risco de a IA levar as crianças a saltar etapas essenciais da aprendizagem, nomeadamente na leitura, escrita e matemática.

Nova Iorque anunciou entretanto uma moratória de um ano à utilização de IA generativa por alunos do pré-escolar ao 8.º ano, abrangendo cerca de 600 mil estudantes. As escolas poderão também desativar ferramentas de IA que não cumpram as novas regras de segurança.

Na União Europeia, o AI Act considera a educação um setor de alto risco, mas as regras abrangem sobretudo sistemas utilizados pelas instituições para avaliar ou tomar decisões sobre alunos, não ferramentas generativas usadas diretamente pelos estudantes.

A Itália adotou uma abordagem diferente: desde 2025, menores de 14 anos precisam de autorização parental para utilizar IA, em vez de enfrentarem uma proibição total.

Nos Estados Unidos, pelo menos 37 estados já emitiram orientações sobre IA nas escolas, mas não existe uma política comum. Los Angeles também restringiu temporariamente o acesso dos alunos a ferramentas de IA generativa.

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