O sul da Europa está a ser assolado por uma vaga de calor extremo, com temperaturas acima dos 40 °C em países como Portugal, Itália, Espanha e Grécia. As autoridades emitiram alertas para o risco de incêndios florestais e para os efeitos adversos na saúde, especialmente entre idosos e crianças.
Em Portugal, sete distritos estão hoje sob aviso vermelho.
No domingo, um incêndio deflagrou em Castelo Branco, mobilizando mais de 160 operacionais e vários meios aéreos. Em Lisboa, os termómetros podem ultrapassar os 42 °C.
Também em Itália, cidades como Roma, Milão e Nápoles estão em alerta máximo. Algumas regiões ponderam suspender trabalhos ao ar livre durante as horas mais quentes. Os sindicatos exigem medidas nacionais.
Em Espanha, Sevilha registou temperaturas de 42 °C e junho deverá tornar-se o mês mais quente de sempre no país. A Aemet emitiu novos alertas de saúde.
Na Grécia, os incêndios voltaram a ameaçar áreas próximas de Atenas, com evacuações e dezenas de operacionais no terreno.
Os cientistas alertam para a ligação entre as alterações climáticas e o aumento de fenómenos extremos. Um estudo da Lancet Public Health prevê que as mortes por calor poderão quadruplicar até meados do século.