Operação da Frontex leva à detenção de 112 suspeitos de contrabando de migrantes nos Balcãs

Autoridades policiais e de fronteira de 17 países detiveram 112 pessoas suspeitas de envolvimento em redes de contrabando de migrantes para a União Europeia, numa operação coordenada pela Frontex ao longo da rota dos Balcãs Ocidentais. A Operação Conjunta Danúbio 11 decorreu entre 19 e 29 de junho e permitiu ainda identificar 60 casos de fraude documental e mais de 3.100 migrantes em situação irregular.

A operação foi coordenada pela Áustria e envolveu controlos em postos fronteiriços e em vários locais no interior do país. As autoridades comunicavam diariamente os resultados ao Gabinete Operacional Conjunto contra o Contrabando e o Tráfico de Seres Humanos, em Viena, onde agentes dos países e das agências participantes cruzavam informações e procuravam estabelecer ligações entre diferentes casos.

No total, foram detectados 3.137 migrantes em situação irregular, enquanto 2.431 pessoas tiveram a entrada recusada nos postos de fronteira e foram identificados 1.109 casos de permanência não autorizada. A operação resultou também na detenção de quatro pessoas suspeitas de tráfico de seres humanos. As autoridades apreenderam ainda 18 armas de fogo, mais de 1.665 munições, três quilos de canábis, mais de cinco toneladas de tabaco em bruto e 5.480 maços de cigarros, além de terem recuperado 59 veículos roubados.

As verificações permitiram igualmente encontrar 281 correspondências com bases de dados da INTERPOL, duas das quais relacionadas com Notificações Vermelhas por crimes de contrabando de migrantes e tráfico de seres humanos. A Frontex esclareceu que estas correspondências não correspondem a detenções adicionais, resultando de consultas efectuadas pelas autoridades nacionais a pessoas e documentos. A agência sublinhou ainda a diferença entre contrabando de migrantes, que envolve a entrada irregular de pessoas mediante pagamento, e tráfico de seres humanos, que pressupõe a exploração das vítimas.

Participaram na operação Áustria, Bulgária, Croácia, Alemanha, Grécia, Hungria, Polónia, Roménia, Eslováquia, Eslovénia, Albânia, Bósnia e Herzegovina, Moldávia, Montenegro, Macedónia do Norte, Sérvia e Reino Unido. A Europol, a INTERPOL, a Eurojust e o programa europeu EU4FAST apoiaram a operação, que integrou a Força-Tarefa dos Balcãs Ocidentais. Segundo a Frontex, a coordenação simultânea dos 17 países permitiu cruzar informações em poucas horas e identificar ligações entre casos que, analisados separadamente, poderiam parecer não relacionados.

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