Países candidatos à UE aceleram adaptação digital às normas europeias

Os nove países que aspiram a aderir à União Europeia estão a implementar reformas digitais para cumprir os requisitos tecnológicos do bloco, incluindo carteiras digitais, cibersegurança e inteligência artificial.

Na área das carteiras digitais, a Bósnia e Herzegovina, Macedónia do Norte e Moldova já testam aplicações que permitem guardar documentos e identidades online. Ucrânia, Sérvia e Albânia planeiam lançá-las até 2026, sendo que esta última prepara uma versão desenvolvida pela empresa pública Identitek.

Em cibersegurança, países como a Ucrânia, Moldova e Montenegro alinham-se com as diretivas da UE, criando estratégias nacionais e cooperando com a Agência Europeia para a Cibersegurança (ENISA). A Turquia, porém, enfrenta críticas por políticas que podem limitar liberdades digitais.

Quanto à inteligência artificial, a Albânia, Moldova, Sérvia e Ucrânia já possuem estratégias, mas ainda sem legislação. A Albânia destacou-se ao criar a “ministra da IA”, um projeto que visa automatizar processos públicos, embora alvo de críticas por possíveis enviesamentos.

Com estas iniciativas, os países candidatos procuram aproximar-se dos padrões tecnológicos exigidos pela União Europeia, passo essencial para avançarem no processo de adesão.

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