Países da UE contestam maior controlo de Bruxelas sobre tarifas da rede elétrica

Vários governos da União Europeia querem limitar os poderes da Comissão Europeia na definição das regras aplicadas às tarifas das redes elétricas. A discussão surge num momento em que o bloco procura modernizar as infraestruturas de energia e responder ao aumento do consumo de eletricidade.

Bruxelas defende uma maior coordenação das metodologias tarifárias, incluindo incentivos para deslocar o consumo para períodos de menor procura e orientar novas ligações para zonas onde exista capacidade disponível. Vários Estados-membros consideram, porém, que estas decisões devem continuar adaptadas às características de cada sistema nacional.

Os custos das redes têm um peso significativo nas contas de eletricidade: representam cerca de 27% das faturas das famílias e 21% das empresas. A expansão dos veículos elétricos, centros de dados, bombas de calor e projetos industriais deverá aumentar ainda mais a pressão sobre as infraestruturas.

Outro ponto de debate é a prioridade no acesso à rede quando a capacidade é insuficiente. Países como Portugal, Alemanha, França, Espanha e Polónia defendem maior intervenção dos governos nestas escolhas, por considerarem que envolvem questões de competitividade, segurança energética e interesse público.

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