Parlamento Europeu desativa IA nos tablets dos eurodeputados

O Parlamento Europeu desativou as funcionalidades de inteligência artificial generativa (IAG) nos tablets de trabalho dos eurodeputados e das respetivas equipas, invocando razões de segurança e proteção de dados.

Segundo informações avançadas pelo Politico, os serviços informáticos da instituição consideram que não é possível garantir plenamente a confidencialidade das ferramentas de IA, muitas das quais recorrem a servidores externos para processar dados. Como parte das operações ocorre na nuvem, existe o risco de envio de informação sensível para fora dos dispositivos.

Até que a avaliação técnica esteja concluída, funcionalidades como resumos automáticos, apoio à escrita ou assistentes virtuais permanecerão desativadas. Aplicações essenciais — como e-mail, calendário e edição de documentos — continuam operacionais.

A medida insere-se num reforço mais amplo da segurança digital nas instituições europeias. Nos últimos anos, a UE já tinha proibido aplicações como o TikTok em dispositivos profissionais e incentivado uma menor dependência de software estrangeiro, privilegiando soluções europeias.

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