A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, prepara novas regras para tornar os debates mais participados e reduzir o número de lugares vazios no hemiciclo. As mudanças deverão entrar em vigor a partir de setembro, após testes realizados em junho e julho.
Entre as medidas estão horários fixos para terminar as sessões, evitando debates que se prolongam pela noite, e a proibição de reuniões dos grupos políticos em simultâneo com os debates plenários.
Os eurodeputados também poderão ser chamados a intervir de forma menos previsível, incentivando-os a permanecer na sala. O uso dos “cartões azuis”, que permitem fazer perguntas diretamente aos oradores, será reforçado, e os comissários europeus deverão responder mais diretamente às intervenções.
Metsola pretende transformar o plenário de uma sucessão de discursos, muitas vezes destinados às redes sociais, num espaço de debate político efetivo.
A iniciativa, contudo, divide opiniões. Alguns eurodeputados consideram positiva a maior interação, enquanto outros defendem que o problema da participação também se verifica nas comissões parlamentares, onde grande parte do trabalho legislativo é realizado.
O primeiro grande teste será em setembro, quando os líderes dos grupos políticos decidirem se o novo formato será adotado de forma permanente.