Pelo menos oito pessoas morreram após contrabandistas obrigarem migrantes a saltarem para a água no Mar Vermelho

Cerca de 150 passageiros, provavelmente com destino ao Iêmen em busca de trabalho, foram forçados por contrabandistas a abandonar o barco ao largo da costa do Djibuti, a 5 de junho, nadando desesperadamente para salvar suas vidas. Teme-se que pelo menos oito pessoas tenham morrido e outras 22 permaneçam desaparecidas.

As operações de busca e salvamento, apoiadas pela OIM, recuperaram cinco corpos perto de Moulhoulé, no norte do Djibuti, elevando o número de mortos confirmados para oito, com a expectativa de que este número aumente. Muitos dos resgatados foram encontrados no deserto pelas patrulhas móveis da OIM e estão agora a receber cuidados médicos urgentes e apoio psicossocial.

Este incidente trágico é mais um lembrete dos perigos enfrentados por milhares de migrantes do Corno de África que arriscam as vidas na tentativa de chegar aos Estados do Golfo via Iêmen. A OIM apelou por maior apoio internacional para fortalecer as operações de busca e salvamento e expandir o acesso a rotas migratórias seguras.

Desde 2014, mais de 32.000 pessoas já se afogaram no Mar Mediterrâneo, com um número desconhecido ainda desaparecido, conforme o Projeto de Migrantes Desaparecidos da OIM.

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