Os reformados continuam a enfrentar realidades muito distintas na Europa, com taxas de pobreza a variar entre 3,1% e 37,4%, segundo dados da OCDE relativos a 2022. A situação é particularmente difícil na Europa de Leste, enquanto os países nórdicos mantêm níveis baixos de precariedade na velhice.
A Estónia lidera com a taxa de pobreza mais elevada entre os pensionistas (37,4%), seguida da Letónia (33%) e Croácia (28,5%). Em contraste, países como a Islândia (3,1%), Noruega (4,1%) e Dinamarca (4,3%) registam os valores mais baixos, beneficiando de sistemas de pensões sólidos e redes de apoio social abrangentes.
De entre as principais economias europeias, o Reino Unido apresenta uma das taxas mais altas (14,9%), enquanto França se destaca positivamente, com apenas 6% dos pensionistas em situação de pobreza.
Segundo a OCDE, o principal fator de risco é o baixo valor das pensões estatais. Nos Estados Bálticos, por exemplo, os pagamentos baseados nos rendimentos são geralmente insuficientes, e a proteção social limitada agrava a vulnerabilidade dos mais velhos.
Apesar da elevada taxa de pobreza entre os idosos em países como a Alemanha (14,1%) e Suíça (19,8%), estes ainda apresentam rácios de rendimento relativamente elevados face à média da população ativa.
Portugal está entre os países com melhor rácio de rendimento dos idosos face à média nacional (97,1%), atrás apenas do Luxemburgo (107%) e da Itália (98,8%). No entanto, esses números não refletem o poder de compra nem o património acumulado, fatores que influenciam fortemente a qualidade de vida dos reformados.
A disparidade entre países mostra que, apesar dos avanços em alguns sistemas de proteção social, a pobreza na velhice continua a ser um desafio estrutural para muitas economias europeias.