Polónia e Estados Bálticos querem abandonar tratado que proíbe minas antipessoais

Os ministros da Defesa da Polónia, Estónia, Letónia e Lituânia recomendaram a saída do Tratado de Otava, que proíbe o uso, produção e transferência de minas antipessoais. A decisão surge como resposta à crescente ameaça militar da Rússia.

Numa declaração conjunta divulgada esta terça-feira, os quatro países defenderam que a atual situação de segurança exige maior flexibilidade para adotar novas estratégias de defesa, especialmente no flanco oriental da NATO.

Ademais, afirmam que as ameaças provenientes da Rússia e da Bielorrússia aumentaram significativamente e que a adesão ao tratado pode limitar as suas capacidades defensivas.

O Tratado de Otava, assinado em 1997 e ratificado por mais de 160 países, não conta com a adesão da Rússia.

Apesar da intenção de abandonar o acordo, os quatro países asseguram que continuarão a respeitar o direito humanitário e a proteção dos civis em conflitos armados.

Nos últimos anos, a Polónia e os Estados Bálticos reforçaram os seus investimentos na defesa.
Após a invasão russa da Ucrânia em 2022, a Estónia, a Lituânia e a Polónia comprometeram-se a aumentar o orçamento militar para 5% do PIB, superando o objetivo atual da NATO, fixado em 2%.

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