A Polónia tornou-se um dos países mais ativos na acumulação de ouro a nível mundial. O Banco Nacional da Polónia (NBP) detém atualmente cerca de 550 toneladas de ouro, avaliadas em mais de 64 mil milhões de euros, superando as reservas do Banco Central Europeu, que rondam as 506,5 toneladas.
Segundo o presidente do NBP, Adam Glapiński, o ouro é um pilar da segurança financeira nacional por ser um ativo sem risco de crédito, independente de políticas monetárias externas e resistente a crises financeiras. O banco central pretende aumentar as reservas para 700 toneladas, elevando o valor total do ouro para cerca de 95 mil milhões de euros.
Entre 2024 e o final de 2025, o peso do ouro nas reservas cambiais da Polónia subiu de 16,9% para mais de 28%, uma das evoluções mais rápidas entre os bancos centrais. Este movimento acompanha uma tendência global: em 2025, a maioria dos bancos centrais reforçou as suas reservas de ouro como proteção contra instabilidade económica e geopolítica.
Apesar das críticas de que o ouro não gera rendimentos como as obrigações, o NBP defende a estratégia como uma aposta de longo prazo. Com preços do ouro em máximos históricos e previsões otimistas para 2026, a Polónia assume-se como um dos protagonistas na redefinição do papel do ouro no sistema financeiro internacional.