Os principais projetos da Rede Transeuropeia de Transportes (RTE-T) não vão cumprir os objetivos definidos para 2030, apesar de 15,3 mil milhões de euros (€15,3 mil milhões) investidos desde 2020, segundo um relatório do Tribunal de Contas Europeu (TCE).
A pandemia e a guerra na Ucrânia agravaram atrasos e custos. Os oito megaprojetos analisados registam um aumento médio de custos superior a 82%, com destaque para o Rail Baltica e a ligação ferroviária Lyon–Turim. A supervisão da Comissão Europeia é considerada insuficiente.
Os atrasos comprometem a competitividade económica e a descarbonização dos transportes, mantendo emissões elevadas e aumentando custos para empresas e consumidores. Em cinco projetos, o atraso médio atinge 17 anos face aos calendários iniciais.
O TCE conclui que a meta de 2030 “não será atingida” e defende maior empenho dos Estados-membros e reforço do financiamento. O setor ferroviário estima necessidades de 500 mil milhões de euros (€500 mil milhões) até 2030 e 1,5 biliões de euros (€1,5 biliões) até 2050.