Porque é que alguns países europeus recrutam mulheres para o serviço militar — e a Alemanha ainda não

A Alemanha decidiu reativar um modelo de serviço militar que obriga apenas os homens a registarem-se e a realizarem exames médicos. As mulheres podem participar, mas apenas se quiserem. Esta diferença tem origem na própria Constituição alemã, que apenas prevê a conscrição masculina. Para incluir as mulheres, seria necessária uma revisão constitucional — mudança que exige uma maioria parlamentar muito difícil de alcançar.

Apesar disso, as mulheres já podem desempenhar qualquer função militar na Alemanha desde 2001, mas sem obrigação legal de serviço.

Alguns países do Norte da Europa adotaram um modelo de serviço militar universal, que inclui jovens de ambos os sexos:

  • Noruega — tornou obrigatório para mulheres em 2015.
  • Suécia — reintegrou o serviço militar em 2017 e aplica-o de forma igual a homens e mulheres.
  • Dinamarca — alargará o recrutamento às mulheres em 2026.
  • Países Baixos — mulheres passaram a constar nos registos militares em 2018, embora o serviço não esteja ativo.

A maioria dos países europeus com conscrição mantém o dever apenas masculino, entre eles: Áustria, Chipre, Estónia, Finlândia, Grécia, Letónia, Lituânia, Suíça e Ucrânia.

Na maior parte da Europa Ocidental, como França, Espanha, Reino Unido, Polónia e Alemanha, não existe conscrição, mas as mulheres podem ocupar praticamente todos os postos, incluindo em funções de combate.


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