Um bombeiro morreu no domingo na sequência de um acidente de viação quando seguia para combater um incêndio no Fundão. A vítima mortal e quatro feridos foram registados na Covilhã, levando a autarquia a decretar três dias de luto municipal. O primeiro-ministro e o Presidente da República já manifestaram pesar.
Portugal enfrenta esta segunda-feira cinco grandes incêndios ativos, que mobilizam mais de dois mil operacionais. O fogo iniciado em Piódão, que se estendeu a concelhos vizinhos e à Covilhã, continua a ser o que mais meios concentra, com cerca de mil bombeiros no terreno.
As chamas avançam também no Sabugal, Freixo de Espada à Cinta, Tarouca e Mirandela, enquanto outros fogos, como os de Sátão e Trancoso, já foram dominados.
A área ardida em 2025 ultrapassa os 172 mil hectares, 17 vezes mais do que no mesmo período do ano passado.
Perante as condições meteorológicas adversas, o Governo prolongou por mais 48 horas a situação de alerta. O executivo anunciou ainda a chegada de meios aéreos da Suécia, mobilizados através do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, para reforçar o combate às chamas.