As taxas de vacinação infantil na Europa e na Ásia Central continuam abaixo dos níveis pré-pandemia, segundo um relatório recente da Organização Mundial da Saúde (OMS). Este declínio tem preocupado as autoridades, que alertam para o aumento do risco de surtos de doenças evitáveis como sarampo, tosse convulsa e poliomielite.
Em 2024, a região registou mais de 125 mil casos de sarampo, o valor mais alto dos últimos 25 anos, e cerca de 300 mil casos de tosse convulsa, um aumento significativo em relação ao ano anterior.
Hans Kluge, diretor regional da OMS, destacou que estes números representam um sério impacto para muitas famílias, cujas crianças adoecem por doenças que poderiam ser prevenidas.
Mais da metade dos países da região apresentam taxas de vacinação abaixo do necessário para impedir novos surtos de doenças como rubéola, papeira, difteria, tétano e tosse convulsa.
Embora a relutância em vacinar seja frequentemente apontada como causa, a UNICEF destaca que a complacência, ou seja, a percepção errada de que estas doenças não são mais um perigo, é um fator importante.
Regina De Dominicis, diretora regional da UNICEF, explica que muitos pais não viveram os efeitos graves destas doenças no passado e, por isso, subestimam a importância da vacinação. Por outro lado, há avanços em vacinas mais recentes, como as que protegem contra o papilomavírus humano, rotavírus, pneumonia e meningite, que têm sido introduzidas em vários países.
A OMS recomenda o reforço dos sistemas de saúde, a garantia de acesso amplo às vacinas e o combate à desinformação para aumentar as taxas de imunização. Hans Kluge salienta que é fundamental fornecer às comunidades informações confiáveis para que os pais possam vacinar seus filhos com segurança.