O governo britânico anunciou novas reformas que tornam mais rígidas as políticas de asilo, sobretudo para travessias ilegais de pequenos barcos vindos de França. A pressão política do Reform Britain, que colocou a imigração no centro do debate, levou os trabalhistas a adotarem uma linha mais dura.
As novas regras eliminam a obrigação de fornecer alojamento e apoio semanal a alguns requerentes de asilo, especialmente aqueles considerados aptos a trabalhar ou que violem normas.
O Ministério da Administração Interna diz que o apoio passará a focar-se em quem já contribui para a economia e para as comunidades.
Mais de 100 organizações humanitárias já condenaram as medidas, acusando-as de fomentar exclusão e racismo.
Com mais de 109 mil pedidos de asilo até março de 2025 — o valor mais alto desde 2002 — o Reino Unido quer seguir o modelo dinamarquês, baseado em autorizações temporárias, reapreciações regulares e possibilidade de repatriamento para países tidos como seguros. A Dinamarca permite ainda apreender bens de requerentes para cobrir custos públicos, prática que Londres está a analisar.
Atualmente, o Reino Unido concede asilo por cinco anos, renovável mediante critérios específicos. O governo deverá detalhar novas medidas esta segunda-feira, com o objetivo de reduzir entradas irregulares e agilizar repatriamentos.