Relatório aponta monetização de contas ligadas a sancionados pró-Rússia

Um relatório da organização neerlandesa WHAT TO FIX concluiu que contas de redes sociais associadas a indivíduos sancionados pela União Europeia continuaram a utilizar ferramentas de monetização mesmo após as restrições impostas por Bruxelas.

A investigação analisou 21 contas em plataformas como Facebook, Instagram, TikTok, YouTube e X, ligadas a Nathalie Yamb, Sylvain Afoua e Justin Tagouh.

Os três foram alvo de sanções europeias em 2025 por alegada participação em campanhas de influência pró-Rússia dirigidas a públicos africanos. Segundo a UE, estas operações promoviam narrativas favoráveis ao Kremlin e contribuíam para manipulação informativa.

O estudo identificou funcionalidades como subscrições pagas, adesões premium e sistemas de recompensas para criadores ainda ativos em várias contas após as sanções entrarem em vigor. Algumas dessas ferramentas foram entretanto removidas pelas plataformas após alertas dos investigadores.

A WHAT TO FIX considera que o caso levanta dúvidas sobre os mecanismos de controlo das grandes plataformas digitais e sobre o cumprimento das regras europeias relativas a sanções económicas e riscos sistémicos previstos na Lei dos Serviços Digitais.

A organização defende maior transparência sobre a forma como as plataformas autorizam e supervisionam programas de monetização para criadores de conteúdos.

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