A Rússia acusou esta quarta-feira os Estados Unidos de violarem o direito marítimo internacional, na sequência da apreensão do petroleiro Marinera, de bandeira russa, por forças navais norte-americanas. Moscovo defende que a operação constitui um uso ilegítimo da força em alto-mar e uma violação da liberdade de navegação.
Em comunicado, o Ministério dos Transportes russo invocou a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar de 1982, sublinhando que nenhum Estado tem autoridade para intervir militarmente contra navios registados sob a jurisdição de outro país fora dos seus limites territoriais. As autoridades russas afirmam ter perdido contacto com o navio após a abordagem e garantem que este operava de forma regular.
A reação foi reforçada por Andrei Klishas, senador do partido Rússia Unida, que classificou a ação norte-americana como um “ato de pirataria”, acusando Washington de agir fora do enquadramento legal internacional.
O incidente surge num contexto de fortes tensões entre Moscovo e Washington. Até ao momento, os Estados Unidos não prestaram esclarecimentos sobre a operação nem sobre o paradeiro da embarcação e da sua tripulação.