Rússia aperta controlo digital e mira WhatsApp

A Câmara Baixa do Parlamento russo aprovou uma nova lei que prevê multas até 5.000 rublos (cerca de 55 euros) para quem procurar conscientemente conteúdos considerados “extremistas” online, mesmo através de VPNs. A medida, criticada por ativistas e figuras próximas do governo, é vista como um novo passo na repressão digital e na expansão da censura na Rússia.

A lista oficial de materiais extremistas, com mais de 500 páginas, inclui organizações como o fundo do opositor Alexei Navalny, o movimento LGBT internacional e a empresa americana Meta, dona do WhatsApp.
Os legisladores já admitem que o WhatsApp poderá ser forçado a abandonar o país, sendo potencialmente incluído numa lista de software restrito.

Por outro lado, as autoridades afirmam que será necessário provar a intenção dos utilizadores, mas especialistas alertam para a ambiguidade da lei.

Yekaterina Mizulina, da Liga Russa para uma Internet Segura, teme que a legislação possa fomentar casos de extorsão e abuso, enquanto o grupo de direitos digitais Roskomsvoboda alerta para um aumento da autocensura entre os utilizadores russos.

A medida insere-se na estratégia do Kremlin de fortalecer a sua “soberania digital”, promovendo plataformas nacionais como o aplicativo MAX, apoiado pelo Estado.

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