A Rússia intensificou a ofensiva no leste da Ucrânia, com forças russas a avançarem até 10 quilómetros na região de Donetsk, perto de Dobropillia. Este movimento estratégico visa consolidar o controlo sobre a região do Donbas, onde Moscovo já detém cerca de 70% do território. A Ucrânia descreve a situação como “caótica”, com reforços a serem enviados para conter a progressão russa.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, rejeitou propostas russas para retirar as suas forças do Donbas em troca de um cessar-fogo. Zelensky advertiu que tal concessão permitiria à Rússia lançar novas ofensivas em direção a regiões-chave como Zaporizhzhia, Dnipro e Kharkiv. Ele alertou que a rendição do Donbas poderia desencadear uma “terceira guerra” na Ucrânia.
Enquanto isso, líderes europeus e ucranianos estão a pressionar os Estados Unidos para que qualquer acordo de paz com a Rússia seja submetido à sua aprovação. A Ucrânia e a União Europeia exigem garantias de segurança e a preservação da soberania territorial antes de qualquer negociação.
A tensão aumenta à medida que se aproxima a cimeira entre os presidentes Donald Trump e Vladimir Putin, marcada para sexta-feira, em Anchorage, Alasca. O encontro visa discutir um possível acordo de paz, mas há receios de que a Rússia utilize a reunião para consolidar ganhos territoriais e enfraquecer a posição ucraniana .