Rússia: Moscovo disponível para negociar com a Europa, mas rejeita ultimatos

A Rússia manifestou disponibilidade para dialogar com a União Europeia sobre o conflito na Ucrânia, mas avisou que não aceitará negociações baseadas em pressão ou ultimatos.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, criticou a estratégia europeia, afirmando que a ideia de negociar com Moscovo a partir de uma posição de força é um erro que não conduzirá a resultados.

Entretanto, surgiram divisões na União Europeia sobre a abertura de canais de diálogo com a Rússia. O chanceler alemão, Friedrich Merz, e o presidente francês, Emmanuel Macron, consideram que ainda não é o momento adequado para negociações diretas com o Presidente russo, Vladimir Putin.

Os dois líderes também criticaram a iniciativa do presidente do Conselho Europeu, António Costa, de explorar contactos diplomáticos com Moscovo, defendendo que qualquer futura negociação deverá ser liderada por França, Alemanha e Reino Unido.

Também o primeiro-ministro da Estónia, Kristen Michal, alertou que a União Europeia não deve assumir o papel de mediadora, argumentando que qualquer processo diplomático deve ser conduzido pela Ucrânia.

Segundo Michal, o objetivo continua a ser levar Moscovo a aceitar as condições apresentadas pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, para alcançar uma solução para o conflito.

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