Rússia obrigou estudantes a assinar contratos com o Ministério da Defesa

As autoridades russas impuseram às universidades do país a assinatura de contratos militares por parte de estudantes, segundo revelou o jornal Faridaily. O Ministro da Ciência e do Ensino Superior, Valery Falkov, comunicou aos reitores das principais instituições, no início de 2026, que pelo menos 2% dos estudantes deveriam celebrar acordos com o Ministério da Defesa da Federação Russa.

Os alunos foram informados sobre a possibilidade de integrarem unidades de sistemas não tripulados, criadas no outono passado, com pagamentos garantidos, formação longe das ações de combate e a opção de regressarem à universidade após um ano. As primeiras notícias sobre esta campanha surgiram em 2025.

O Ministério da Defesa planeou recrutar cerca de 78,8 mil pessoas para estas unidades, principalmente estudantes, ex-militares e mulheres. Dados oficiais de 2025 mostraram que 2,2 milhões de homens frequentavam universidades russas. Se a meta de 2% for cumprida apenas nas universidades, cerca de 44 mil jovens terão sido recrutados; incluindo institutos técnicos, o número poderá atingir 76 mil.

O serviço militar por contrato foi promovido nas universidades através de cartazes, ecrãs, redes sociais e sessões de esclarecimento, conhecidas como “aulas de coragem”. Defensores dos direitos humanos alertaram que estudantes que não cumprirem os requisitos como operadores de drones poderão ser transferidos para outros ramos das Forças Armadas

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