O Governo russo decidiu prolongar até ao final de 2025 a proibição da exportação de gasolina e introduzir, pelo mesmo período, restrições às vendas externas de gasóleo, anunciou esta sexta-feira (26) o vice-primeiro-ministro Alexander Novak.
Segundo Moscovo, a medida visa garantir o abastecimento interno, numa altura em que várias regiões enfrentam escassez e os preços atingem máximos históricos. A proibição aplica-se a todos os operadores, exceto em fornecimentos ao abrigo de acordos intergovernamentais.
A crise no mercado de combustíveis tem vindo a agravar-se com falhas de abastecimento já sentidas em Moscovo, na região de Leninegrado, no sul e no Extremo Oriente da Rússia.
O Kremlin atribui os problemas ao aumento sazonal da procura e à manutenção de refinarias.
Contudo, analistas sublinham que os ataques quase diários de drones ucranianos contra infraestruturas petrolíferas têm forçado reparações constantes e reduzido a capacidade de produção.
Só em setembro, refinarias em Bashkortostan e no Krai de Krasnodar foram atingidas, agravando a situação.
De acordo com cálculos da Reuters, cerca de 17% da capacidade de refinação russa — equivalente a 1,1 milhões de barris por dia — está atualmente fora de operação devido aos ataques.