A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que Arménia, Áustria, Azerbaijão, Espanha, Reino Unido e Usbequistão deixaram de ser reconhecidos como livres de sarampo, depois de registarem aumento de casos em 2024.
O vírus voltou a circular de forma sustentada nestes países, o que elimina o estatuto de eliminação quando a transmissão persiste por mais de um ano. Na Inglaterra, foram confirmados 2.911 casos, o número anual mais alto desde 2012, enquanto em Espanha os casos duplicaram em relação a 2024. Na Áustria, a subida foi de 186 para 542 casos em apenas um ano.
Em toda a União Europeia, o sarampo afetou mais de 35 mil pessoas, sobretudo bebés e crianças pequenas, enquanto a Roménia liderou os registos com quase 31 mil casos. A maioria das infeções ocorreu entre pessoas não vacinadas, evidenciando a importância de manter alta cobertura vacinal.
O sarampo é altamente contagioso e transmite-se por gotículas respiratórias. Não existe cura específica, mas a vacinação com duas doses continua a ser o método mais eficaz de prevenção. A OMS alerta para a necessidade de reforçar programas de imunização e alcançar pelo menos 95% da população para evitar novos surtos.