SupTech pode reforçar supervisão contra branqueamento de capitais, conclui a EBA

A Autoridade Bancária Europeia (EBA) publicou um relatório sobre o uso de ferramentas tecnológicas na supervisão de anti-branqueamento de capitais e combate ao financiamento do terrorismo (AML/CFT), conhecidas como SupTech. O documento analisa os esforços de inovação das autoridades nacionais da UE e como estas tecnologias podem apoiar a implementação do novo quadro europeu de AML/CFT, que inclui a criação da Autoridade Europeia de Anti-Branqueamento (AMLA).

O relatório mostra que quase metade das ferramentas ou projetos de SupTech já estão em produção, enquanto 38% estão em desenvolvimento e 15% em fase exploratória. As autoridades nacionais têm registado melhorias na qualidade de dados, maior colaboração e uma identificação de riscos mais eficiente. No entanto, persistem desafios relacionados com recursos limitados, incerteza legal e gestão de dados.

A EBA destaca que o SupTech pode tornar a supervisão mais baseada em risco, orientada por dados e escalável, reforçando a eficácia do novo modelo europeu de AML/CFT. O documento apresenta ainda boas práticas em áreas como gestão da mudança, estratégias regulatórias e integração tecnológica, que podem servir de referência para outras autoridades.

A EBA continuará a apoiar as autoridades nacionais e a AMLA na implementação destas soluções, promovendo a inovação e a convergência supervisória na União Europeia, conforme previsto nos artigos 29 e 31 do seu regulamento fundacional.

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