O Grupo de Contacto de Defesa da Ucrânia (GCDU), composto por 51 países e liderado actualmente pela Alemanha e pelo Reino Unido, reuniu-se na passada sexta-feira na sede da NATO, em Bruxelas, para debater o reforço da ajuda militar a Kyiv.
No final do encontro, foi anunciado um novo pacote de apoio no valor de 21 mil milhões de euros.
Entre os compromissos assumidos, destacou-se a promessa da Alemanha de disponibilizar 11 mil milhões de euros até 2029, o que foi descrito pelo ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, como um reforço recorde.
O Reino Unido também apresentou um dos maiores apoios da sua parte até à data, ao comprometer-se com 4,5 mil milhões de libras em ajuda militar durante o ano de 2024. O secretário britânico da Defesa, John Healey, frisou que a Europa está a assumir um papel cada vez mais central na resposta à agressão russa.
O ministro ucraniano da Defesa, Rustem Umerov, que esteve presente na reunião, alertou para o aumento da capacidade de produção bélica por parte da Rússia e chamou a atenção para a escassez de meios de defesa aérea na Ucrânia.
Ademais, referiu ainda que, desde o início de março, as forças russas lançaram mais de 10 mil bombas planadoras e uma média de 100 drones de ataque por dia contra alvos ucranianos.
Os Estados Unidos participaram na reunião por videoconferência, reafirmando o seu compromisso com a Ucrânia, apesar de não estarem representados presencialmente.
Pistorius admitiu que a defesa aérea continua a ser um desafio global e garantiu que os aliados estão a fazer todos os esforços para responder à situação com a maior celeridade possível.
Este novo pacote de apoio militar surge num momento de elevada pressão para as forças ucranianas, numa guerra que se prolonga há mais de dois anos.
A reunião em Bruxelas reforçou o empenho da coligação internacional em garantir apoio contínuo à resistência ucraniana, perante o agravamento da ofensiva russa.