A intensificação dos ataques na Ucrânia continua a obrigar à evacuação de milhares de civis, sobretudo em zonas próximas da linha da frente. Só em janeiro, agências da ONU e parceiros humanitários apoiaram a retirada de cerca de 1.300 crianças e respetivas famílias de comunidades fortemente afetadas pelos combates, enquanto forneciam assistência de emergência, incluindo cobertores, refeições quentes, lanternas e apoio médico e psicológico.
Um ataque maciço de drones registado esta semana em Odessa causou a morte e ferimentos a vários civis, incluindo crianças, e provocou danos significativos em edifícios residenciais e na infraestrutura energética. Mais de 60 mil famílias ficaram sem eletricidade, tendo também sido atingidas uma escola e uma creche, segundo as autoridades ucranianas. Estragos semelhantes foram reportados em zonas residenciais e infraestruturas civis nas regiões de Kharkiv e Sumy.
Em Kharkiv, um ataque de drones atingiu um comboio de passageiros na comuna de Barvinkivska, perto da região de Donetsk, matando pelo menos quatro civis e ferindo outros dois. A estação ferroviária é considerada um ponto-chave para a evacuação de pessoas que fogem dos confrontos, sendo o comboio atingido responsável pelo transporte de mais de 200 passageiros, de acordo com autoridades de Kyiv.
Perante os contínuos ataques à rede energética, a Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR) distribuiu geradores portáteis em centros de acolhimento na região de Dnipropetrovsk, permitindo garantir serviços básicos a mais de 200 deslocados. As Nações Unidas alertam que a situação humanitária continua a deteriorar-se, exigindo apoio contínuo para proteger civis e responder às necessidades urgentes no terreno.