UE alerta para dependência tecnológica da China e energética dos EUA

A União Europeia enfrenta uma crescente dependência tecnológica da China e energética dos Estados Unidos, numa altura em que as cadeias de abastecimento assumem um papel cada vez mais estratégico na rivalidade entre as grandes potências, segundo um estudo divulgado pelo Carnegie Europe.

O relatório conclui que a UE vive um “duplo vínculo” de dependência: por um lado, necessita de energia proveniente dos Estados Unidos; por outro, continua fortemente dependente da China em áreas tecnológicas essenciais, como baterias para veículos elétricos, eletrónica avançada e componentes industriais.

Embora 81% das importações europeias sejam consideradas de baixo risco, as maiores vulnerabilidades concentram-se em setores estratégicos, incluindo energia, semicondutores, equipamentos eletrónicos, minerais críticos e tecnologias associadas à transição energética.

A China representa 15,6% das importações europeias classificadas como altamente dependentes, destacando-se especialmente nos setores da eletrónica e das baterias de iões de lítio. Já os Estados Unidos assumem um papel central no fornecimento de produtos energéticos, como petróleo, gás natural e gás natural liquefeito.

O estudo alerta ainda para riscos emergentes em áreas como equipamentos de comunicação, motores elétricos, componentes aeronáuticos e maquinaria industrial, defendendo que a UE deve apostar numa estratégia de diversificação de fornecedores, reservas estratégicas e reforço da produção interna.

Segundo os autores, o objetivo não passa por eliminar a dependência externa, mas por reduzir os riscos em setores críticos para evitar vulnerabilidades económicas e geopolíticas no futuro.

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