Vinte e seis países da União Europeia, com exceção da Hungria, subscreveram uma declaração conjunta de apoio à Ucrânia antes da cimeira entre Estados Unidos e Rússia, agendada para sexta-feira no Alasca. O texto, redigido pelo presidente do Conselho Europeu, António Costa, sublinha a necessidade de uma paz justa e duradoura, no respeito pela integridade territorial ucraniana e pelo direito internacional.
A declaração defende que “as fronteiras internacionais não devem ser alteradas pela força” e exige que qualquer solução diplomática inclua Kiev e salvaguarde os interesses vitais de segurança da Ucrânia e da Europa. O documento promete ainda reforço político, financeiro e militar a Kiev, bem como apoio à sua adesão à UE.
O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, recusou assinar o texto, alegando que a UE não deve estabelecer condições para uma reunião à qual não foi convidada e defendendo, em alternativa, uma cimeira direta entre Bruxelas e Moscovo. Budapeste tem rejeitado declarações comunitárias de apoio militar e financeiro à Ucrânia e mantém-se contrária à entrada do país na União Europeia.
A cimeira no Alasca deverá reunir Donald Trump e Vladimir Putin para discutir possíveis soluções para o conflito. A União Europeia tem pressionado para que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, participe nas negociações, defendendo que a paz não pode ser alcançada sem o envolvimento direto de Kiev.