A União Europeia chegou a acordo para acabar progressivamente com as importações de gás russo, tanto por gasoduto como em forma de gás natural liquefeito (GNL). A medida, que pretende reduzir a dependência energética de Moscovo e cortar financiamento à guerra na Ucrânia, será aplicada entre abril de 2026 e setembro de 2027, consoante o tipo de contrato.
A Hungria e a Eslováquia terão exceções limitadas, podendo recorrer ao gás russo apenas em caso de emergência no abastecimento.
Para acalmar preocupações destes países sem litoral, foi incluída uma cláusula de suspensão a ativar apenas se os níveis de armazenamento caírem abaixo dos 90%.
Apesar da forte redução das compras desde 2022, a UE ainda gastou cerca de 10 mil milhões de euros em gás russo na primeira metade de 2025.
O novo regulamento pretende pôr termo definitivo a esta dependência, incluindo ao TurkStream, salvo se houver prova de que o gás apenas transitou pela Rússia.
O texto será votado pelos ministros da Energia a 15 de dezembro e segue depois para aprovação final do Parlamento Europeu.